A CEIA E O ENSINO SOBRE OS NOSSOS FRACASSOS DE CADA DIA

 



² Ao anoitecer, Jesus estava à mesa com os doze discípulos. ²¹ Enquanto comiam, disse: "Eu lhes digo a verdade: um de vocês vai me trair". ²² Muito aflitos, eles protestaram, um após o outro: "Certamente não serei eu, Senhor!". ²³ Jesus respondeu: "Um de vocês que acabou de comer da mesma tigela comigo vai me trair. ² O Filho do Homem deve morrer, como as Escrituras declararam há muito tempo. Mas que terrível será para aquele que o trair! Para esse homem seria melhor não ter nascido". ² Judas, aquele que o trairia, também disse: "Certamente não serei eu, Rabi!". E Jesus respondeu: "É como você diz".

³¹ No caminho, Jesus disse: "Esta noite todos vocês me abandonarão, pois as Escrituras dizem: ‘Deus ferirá o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas’. ³² Mas, depois de ressuscitar, irei adiante de vocês à Galileia". ³³ Pedro declarou: "Pode ser que todos os outros o abandonem, mas eu jamais o abandonarei". ³ Jesus respondeu: "Eu lhe digo a verdade: esta mesma noite, antes que o galo cante, você me negará três vezes". ³ Pedro, no entanto, insistiu: "Mesmo que eu tenha de morrer ao seu lado, jamais o negarei!". E todos os outros discípulos disseram o mesmo (Mt 26:20-25, 31-35 NVT).

A narrativa da Ceia, dentre muitas coisas, nos mostra a nossa inconstância e fraqueza diante daquilo que Jesus espera de nós. Seus discípulos são um retrato daquilo que somos em vários momentos da vida: falhos e inconstantes. Em certos momentos, estamos dispostos a tudo.

Seis dias depois, Jesus levou consigo Pedro e os dois irmãos, Tiago e João, até um monte alto". "Enquanto os três observavam, a aparência de Jesus foi transformada de tal modo que seu rosto brilhava com a intensidade do sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz". "Naquele mesmo momento, apareceram Moisés e Elias, conversando com Jesus". "Pedro exclamou: “Senhor, é maravilhoso estarmos aqui! Se quiser, farei três tendas: uma será sua, uma de Moisés e outra de Elias”" (Mt 17.1-4 nvt)

Estamos com Ele no monte, estamos dispostos a sofrer com Ele 

Então a mãe dos filhos de Zebedeu veio a Jesus com seus filhos. Ela se ajoelhou diante dele a fim de lhe pedir um favor. “O que você quer?”, perguntou ele. Ela respondeu: “Por favor, permita que, no seu reino, meus dois filhos se sentem em lugares de honra ao seu lado, um à sua direita e outro à sua esquerda”. Jesus respondeu: “Vocês não sabem o que estão pedindo! São capazes de beber do cálice que estou prestes a beber?”. “Somos!”, disseram eles (Mateus 20. 20-22 nvt).

Pedro disse que não o negaria. “Pedro, no entanto, insistiu: “Mesmo que eu tenha de morrer ao seu lado, jamais o negarei!”. E todos os outros discípulos disseram o mesmo” (Mt 26.35 nvt), mas eles caíram diante do primeiro obstáculo. Em outros momentos, falhamos terrivelmente e, mesmo com tudo isso, Jesus nos tolera e é capaz de caminhar com a gente. Diante da angústia, Jesus precisou da companhia humana, mas ela falhou:

 “Minha alma está profundamente triste, a ponto de morrer”, disse ele. “Fiquem aqui e vigiem comigo.” Ele avançou um pouco, curvou-se com o rosto no chão e orou: “Meu Pai! Se for possível, afasta de mim este cálice. Contudo, que seja feita a tua vontade, e não a minha”. Depois, voltou aos discípulos e os encontrou dormindo. “Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?”, disse ele a Pedro (Mt 26. 38-40nvt).

A refeição à mesa (comunhão) nos ensina que estar assentado nela não é uma questão de mérito, mas de misericórdia por parte do anfitrião, Jesus  “Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso. "Não julguem e vocês não serão julgados. Não condenem e não serão condenados. Perdoem e serão perdoados (Lucas 6:36-37 nvt).

A refeição à mesa também nos ensina que é preciso continuar no propósito que Deus tem para nós, mesmo que enfrentemos frustrações e decepções. Jesus sabia quem o trairia, ouviu uma resposta dissimulada de Judas (Mt 26.20-25, texto acima), mesmo assim, decidiu seguir adiante “o Filho do homem vai [...] (Mt 26.24).

É com este tipo de gente que Jesus decide se sentar à mesa e compartilhar daquilo que Ele viveria. O “TOMAI, COMEI” indica que eles estavam envolvidos em sua morte e ressurreição. Jesus vai dizer que, por intermédio do seu sangue, a NOVA ALIANÇA  profetizada por Jeremias (31.31-34) estaria sendo consolidada e que ele agora estaria formando um Novo Povo de Deus que deve continuar olhando para o FUTURO. “Prestem atenção ao que eu lhes digo: não voltarei a beber vinho até aquele dia em que, com vocês, beberei vinho novo no reino de meu Pai” (Mt 26.29 nvt).

 

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